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Menino brasileiro com surdez genética volta a ouvir após terapia gênica inédita

Um menino brasileiro de 1 ano e 10 meses voltou a ouvir após receber uma terapia gênica inovadora nos Estados Unidos para tratar uma forma rara de surdez congênita. Fernandinho nasceu com uma mutação no gene OTOF, que compromete a produção de...

Menino brasileiro com surdez genética volta a ouvir após terapia gênica inédita

Um menino brasileiro de 1 ano e 10 meses voltou a ouvir após receber uma terapia gênica inovadora nos Estados Unidos para tratar uma forma rara de surdez congênita. Fernandinho nasceu com uma mutação no gene OTOF, que compromete a produção de uma proteína essencial para a transmissão dos sinais sonoros. Segundo a reportagem original, ele é o primeiro brasileiro e o terceiro paciente do mundo a receber o tratamento após a aprovação da técnica.

A família começou a suspeitar da deficiência auditiva quando a criança tinha cerca de seis meses. A terapia foi realizada em San Diego, na Califórnia, quando Fernandinho estava próximo de completar 1 ano e 8 meses. O procedimento consiste na aplicação de material genético na cóclea, estrutura do ouvido interno responsável pela audição, para permitir que o organismo produza a proteína ausente.

Os primeiros sinais de resposta apareceram poucos dias depois da cirurgia. Segundo a mãe, no 11º dia o menino virou a cabeça ao ouvir uma palma e, no 16º, reagiu à voz dela. Os exames também indicaram melhora da capacidade auditiva: antes do tratamento, Fernandinho não respondia a sons de 90 decibéis; depois, passou a reagir a sons entre 35 e 40 decibéis, conforme os dados apresentados na reportagem.

O tratamento representa uma nova possibilidade para pessoas com surdez causada por alterações no gene OTOF. Especialistas ressaltam que a intervenção precoce é importante para o desenvolvimento da linguagem. Os resultados relatados no caso de Fernandinho são promissores, mas a eficácia e a segurança da terapia dependem de acompanhamento médico e da avaliação dos resultados em cada paciente.