Nenhum estado brasileiro atingiu, até o momento, a meta de vacinar 95% das crianças menores de 2 anos com as duas doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A cobertura nacional está abaixo de 80%, segundo os dados citados na reportagem original. O cenário preocupa autoridades de saúde diante do aumento de casos em países das Américas.
O Ministério da Saúde intensificou a vigilância e as ações de vacinação em municípios próximos à fronteira com o Peru, na região oeste do Amazonas. De acordo com especialistas, a meta de 95% é necessária para reduzir o risco de transmissão sustentada do vírus. Uma dose oferece proteção estimada entre 94% e 96%, enquanto duas doses elevam a eficácia para mais de 97%.
Entre os estados com menores coberturas informadas para 2026 estão Amapá, com 63,59%; Pará, com 67,02%; Maranhão, com 69,66%; e Rio de Janeiro, com 69,74%. Embora o Brasil tenha recuperado, em novembro de 2024, a certificação de país livre da circulação endêmica do sarampo, casos importados continuam sendo registrados. Segundo os números apresentados na reportagem, o país contabilizou 39 casos em 2025 e já ultrapassou 50 em 2026.
A preocupação é que a baixa cobertura vacinal favoreça a formação de grupos suscetíveis à infecção e permita que casos importados provoquem surtos. O Ministério da Saúde recomenda manter a vacinação em dia, especialmente entre crianças, e reforçar a proteção nas regiões com menor cobertura. A situação vacinal pode ser conferida na unidade de saúde de referência.